US Open 2020: confira todos os detalhes sobre a “diferente” edição do Slam norte-americano

US Open 2020: confira todos os detalhes sobre a “diferente” edição do Slam norte-americano
28 de agosto de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

 (Foto: Divulgação/USTA)

Em determinado momento de 2020, parecia que não teríamos a volta do circuito mundial. No fim, a situação mudou, os torneios vão voltando e, a partir do dia 31 de agosto, teremos a disputa do US Open, primeiro Slam pós-parada por conta da pandemia que assolou o mundo.

Se em quadra haverá jogos, nas arquibancadas nada de torcida. O evento será disputado com portões fechados. Todos os jogadores, e staffs, ficarão em uma espécie de bolha montada pela organização do torneio. Até por isso, o Masters 1000/Premier de Cincinnati acabou transferido para Nova York, fazendo com que não haja deslocamentos para a disputa dos dois eventos.

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Além disso, para aumentar a peculiaridade deste US Open, vários nomes de peso optaram por não participar do torneio, preferindo evitar qualquer risco à saúde. Foram os casos de Rafael Nadal, Ashleigh Barty, Simona Halep, Gael Monfils, Stan Wawrinka, entre outros. Roger Federer é mais um desfalque de peso, mas o suíço fica fora por conta de cirurgia no joelho, e só volta em 2021.

Com isso, esta edição será, certamente, diferente. Quer saber tudo que vai rolar? Acompanhe abaixo alguns destaques do torneio.

Djokovic tenta manter hegemonia do Big 3

Djokovic tentará o quarto título no US Open

Se Federer e Nadal estão fora da disputa, cai sobre Novak Djokovic a missão de manter a hegemonia do Big 3 em Slams. O trio não perde um Major há quatro anos, desde que Wawrinka foi o vencedor justamente no US Open.

E o sérvio entra, de fato, como favorito ao título. Número 1 do mundo, está invicto em 2020 (mesmo com os meses parado, é um número relevante) e chega como o nome a ser batido. Se confirmar as expectativas, Nole chegará ao 18º troféu de Grand Slam, colando de vez na dupla Fedal para a disputa de quem encerrará a carreira com mais títulos da categoria.

Na tentativa de parar Djokovic, o russo Daniil Medvedev surge como o principal rival. O tenista de 24 anos chegou à final em 2019, se adapta bem às quadras norte-americanas e voltou jogando bem. Sem Federer e Nadal, e com Thiem ainda sob dúvidas por conta do desempenho ruim no Masters 1000 de Cincinnati, é Medvedev quem aparece como principal rival de Nole na disputa.

Correndo por fora, podemos citar ainda o grego Stefanos Tsitsipas. Com as quadras mais rápidas, segundo relatos dos próprios jogadores, sacadores também podem incomodar. São os casos de Milos Raonic, John Isner e, dependendo das condições físicas, até Kevin Anderson, sul-africano vice do US Open em 2017.

Vai sair o 24º Slam de Serena?

Na chave feminina, mais uma vez a estrela é Serena Williams. Ainda mais com a ausência das duas líderes do ranking mundial: Barty e Halep. A norte-americana terá mais uma chance de buscar o 24º título de simples em Slams, para igualar o recorde de Margaret Court.

Porém, a se julgar pelas atuações de Serena no WTA de Lexington e agora no Premier 5 de Cincinnati, não dá para cravá-la como favorita. Williams teve dificuldades em todos os jogos, não foi longe em nenhum dos eventos e parece ter dificuldades de manter o ritmo por longo tempo. Assim, em jogos mais longos, pode se complicar. Apesar disso, obviamente é uma das candidatas a erguer a taça.

Junto com ela, é possível colocar Naomi Osaka como postulante. Campeã em 2018, a japonesa voltou bem no torneio de Cincinnati (em Nova York) e conhece o caminho para ganhar o US Open. Mesmo que não saia vencedora, ela já terá sido um dos destaques da “bolha”, por conta da postura na luta por igualdade racial.

Com seis desistências entre as top 10 (além de Barty e Halep, Svitolina, Andreescu, Bertens e Bencic também estão fora), a chave fica mais aberta. Entre as principais candidatas, Pliskova ainda tenta desencantar em Slams e Kenin terá seu primeiro Major pós-título no Australian Open. Podem ser campeãs? Sim, mas difícil apostar como favoritas, até pela recente imprevisibilidade do circuito feminino.

Muguruza, quando encaixa, é sempre perigosa, Konta vem em bom nível, isso sem falar em jovens talentosas, como Gauff e Anisimova. O que dá para saber é que, provavelmente, teremos algum nome surpreendente chegando longe.

Brasileiros em ação

Thiago Wild foi campeão juvenil do US Open em 2018 e faz sua estreia na chave principal

E o Brasil também estará presente no US Open. Em simples, Thiago Monteiro e Thiago Wild (estreando na chave principal em Grand Slams) serão os representantes. Eles não deram sorte e terão estreias complicadas, contra Felix Auger-Aliassime e Daniel Evans, respectivamente. Se passar, Monteiro ainda pode enfrentar Andy Murray na segunda rodada. E, no melhor dos mundos, os Thiagos se encontrariam na terceira fase, já que estão na mesma parte da chave.

Nas duplas masculinas, os três representantes habituais do país estarão na disputa. Marcelo Melo, ao lado do polonês Lukasz Kubot, Bruno Soares, com o croata Mate Pavic, e, por fim, Marcelo Demoliner joga em parceria com o holandês Matwe Middelkoop. Os três são top 50 no ranking de duplas e sempre geram expectativa para chegarem longe nos grandes eventos.

No feminino, a única representante nacional será Luisa Stefani, nas duplas. Top 40, ela é a principal expoente entre as mulheres no tênis brasileiro. Ao lado da norte-americana Hayley Carter, já ganhou dois WTAs (Tashkent 2019 e Lexington 2020). Elas formam dupla forte e entram no Slam norte-americano com boas perspectivas. Se encaixarem bem o jogo, podem avançar rodadas e tentar algo mais.

Transmissão

Para assistir ao US Open, o público brasileiro terá duas opções na TV fechada. O Sportv e a ESPN têm os direitos e vão transmitir o evento a partir do primeiro dia, 31 de agosto, até a final em 13 de setembro. Pela internet, estes canais também devem disponibilizar o sinal da televisão em seus serviços online (Sportv – GlobosatPlay e ESPN – WatchESPN). Em anos anteriores, a ESPN também tinha o sinal de outras quadras exclusivas no WatchESPN.

Chaves de simples e duplas

As chaves de simples já foram divulgadas e podem ser conferidas neste link, no site oficial do torneio. As duplas também têm seu caminho definido (veja no mesmo link). A curiosidade é que, pela primeira vez desde 2003, nenhum dos atuais campeões de simples disputarão a chave. Nadal e Andreescu estão fora, assim como aconteceu com Sampras (aposentado) e Serena (contundida) na edição de 2003, após terem levado a taça no ano anterior.

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