Ranking da ATP, aumento de casos nos EUA e manifesto por igualdade movimentam o tênis

Ranking da ATP, aumento de casos nos EUA e manifesto por igualdade movimentam o tênis
8 de julho de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

Campanha pede que o tênis não volte até que todos tenham condições iguais (Foto: Divulgação/Twitter)

Ainda falta quase um mês para o retorno (previsto) do circuito profissional, o que deve acontecer com o WTA de Palermo, na Itália, a partir de 3 de agosto. Mesmo assim, esta é, certamente, uma das semanas mais movimentadas desde a parada por conta da pandemia, no meio de março.

Três fatos bastante importantes mexeram com as estruturas da modalidade. Primeiro, o anúncio do formato do ranking que a ATP adotará (confira todos os detalhes aqui). Para ajustar a situação por conta do tempo sem jogos, a entidade mudou seu sistema habitual, de 52 semanas, para fazer valerem os pontos ganhos entre março de 2019 e o fim de 2020.

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Com isso, os pontos somados a partir do terceiro mês do último ano não cairão até que o mesmo evento seja disputado em 2021. Os tenistas, porém, não somarão duas vezes no mesmo torneio. Por exemplo: se Nadal repetir o título em Roland Garros, ele não fica com a pontuação dobrada, permanecendo com 2.000 pontos. Porém, se ele for eliminado antes, mantém os mesmos 2.000, já que vale o melhor resultado entre os torneios que tiverem duas edições entre março de 2019 e o fim de 2020.

Para os tops, uma ótima notícia, já que diminui praticamente a zero as chances de perderem posições, já que pouquíssimos pontos serão descontados. O maior beneficiado é, sem dúvida, Roger Federer. Com o congelamento da pontuação de 2019, o suíço permanecerá perto do topo. Se tudo ficasse como é o normal, considerando que não jogará mais em 2020, o dono de 20 Slams despencaria no ranking, ficando basicamente com os 720 pts do AO 2020.

Nadal será um dos mais beneficiados com a mudança no cálculo do ranking (Foto: Divulgação/Twitter ATP Tour)

Porém, mesmo com a ATP já se ajustando para o retorno, o fato é que a volta ganhou tons nebulosos nos últimos dias, com o aumento de casos nos Estados Unidos, país no qual serão disputados boa parte dos torneios na volta, incluindo o US Open. A federação nacional já cancelou alguns ITFs por motivos de segurança e, dependendo da curva de contaminação, retomar o esporte por lá será extremamente perigoso para tenistas, staffs e todos os envolvidos.

E, por fim, outro fator que coloca um ponto de interrogação na volta é o manifesto de uma série de tenistas, que se colocaram contra a retomada até que todos tenham condições iguais. Isso porque vários países ainda estão com fronteiras fechadas, torneios menores têm menos recursos para garantir segurança, outras são cancelados e, com isso, o retorno acaba beneficiando um número pequeno de tenistas.

Entre as vozes que se colocam contra a volta, estão várias jogadoras brasileiras que se manifestaram nas redes, como Bia Haddad, Carol Meligeni, Ingrid Martins, Gabriela Cé, entre outras. A causa é justa e precisa ser levada em conta antes de simplesmente fazer os tenistas engolirem o retorno, que pode aumentar a disparidade e, pior, colocar a saúde de pessoas em risco.

O fato é que, restando cerca de um mês para a volta prevista, muitas são as dúvidas pairando sobre o tênis e as entidades que comandam a modalidade. Só o tempo responderá o que será do restante de 2020. A nós, resta torcer para que tudo corra de forma justa e com cuidado, primeiro, pela saúde de todos. A saudade é forte, mas o prazer de assistir só será completo se tudo for bem organizado.

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