Nova data, mudança na bola, teto: vem aí Roland Garros em versão diferente

Nova data, mudança na bola, teto: vem aí Roland Garros em versão diferente
26 de setembro de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

(Foto: Christophe Guibbaud/FFT)

 

Nem deu tempo de descansar. Depois de apenas duas semanas do fim do US Open, já vai começar mais um Slam. E como não poderia ser diferente neste maluco ano de 2020, Roland Garros terá muitas peculiaridades. A começar pela própria data de realização.

Com os atrasos e cancelamentos de torneios causados pela pandemia, o Major francês passou de fim de maio/começo de junho para fim de setembro/começo de outubro. Clima diferente em Paris (inclusive a previsão dos primeiros dias é de chuva constante) e preparação diferente para os tenistas, que não tiveram tanto tempo e torneios no saibro para se acostumarem.

Para completar, algumas mudanças alheias à pandemia também acontecerão. Primeiro, com jogos podendo acabar mais tarde, já que foi colocada iluminação artificial. Além disso, enfim temos o teto na quadra central, a Philippe Chatrier. Isso pode mudar a dinâmica dos jogos, principalmente se a previsão é que de fato haja chuvas na capital francesa.

Além disso, o torneio alterou seu fornecedor de bolas, trocando a Babolat pela Wilson. De acordo com os jogadores e com as características deste material, a tendência é de que ela tenha um quique mais baixo e torne as partidas mais lentas. A primeira impressão dos jogadores não foi a melhor. Rafael Nadal comentou o fato de elas serem pesadas e isso, a longo prazo, pode causar danos reais aos ombros e cotovelos dos jogadores. Dominic Thiem foi na mesma linha.

O fato é que, com tantas diferenças em relação aos anos anteriores, esta edição promete ser mais imprevisível. Mesmo assim, os favoritos seguem os mesmos, pelo menos no masculino.

Nadal tenta o 13º título, enquanto Djokovic e Thiem chegam fortes

Na chave masculina, a tendência em Roland Garros, há quase 15 anos, é considerar Rafael Nadal o principal nome para levantar o troféu. As alterações para 2020, somadas ao fato de o espanhol só ter disputado um torneio (Roma) e caído cedo para seus padrões (eliminado por Diego Schwartzman nas quartas), podem mudar este cenário. Mas, de qualquer forma, é impossível não colocar o Touro Miúra como um dos grandes candidatos a conquistar seu 13º troféu por lá.

Novak Djokovic e Dominic Thiem surgem como principais rivais do espanhol. O número 1 do mundo foi campeão em Roma e certamente entra muito motivado para voltar a vencer um Slam, após ter sido desclassificado no US Open. Ele perdeu a chance de encostar de vez em Nadal no número de Majors (19 a 17 atualmente) e agora não vai querer ver o Rei do Saibro abrir três de vantagem.

Thiem, por sua vez, chega com a moral de um campeão de Slam. Já bateu na trave nos últimos anos e agora parece pronto para jogar de igual para igual com Djoko e Nadal. Resta saber se as novas condições, somadas ao fato de ele não ter disputado nenhum torneio na terra batida como preparação, podem atrapalhar.

Apesar das variáveis, o fato é que qualquer campeão que saia deste trio será uma grande surpresa em Paris.

Halep chega forte, mas chave feminina está aberta mais uma vez

(Foto: Pauline Ballet/FFT)

Como vem sendo praxe nos últimos anos, desde que Serena Williams deixou de ser dominante no circuito, a chave feminina tem uma gama de possibilidades maior, com as chances de surpresa sendo bem mais consideráveis do que entre os homens.

Neste Roland Garros, Simona Halep pinta como favorita. Joga muito bem no saibro, foi campeã em Roma e não conta com a concorrência da atual campeã Ashleigh Barty, que preferiu se preservar para 2021. Além disso, a romena soma 14 vitórias seguidas, sem perder desde antes da parada forçada.

Karolina Pliskova e Elina Svitolina sempre chegam como possíveis candidatas, mas nos Slams costumam decepcionar. E temos Serena. A norte-americana não aparece como grande favorita, mas nunca é possível descartá-la. Ela sabe que, aos 39 anos, cada chance de chegar ao 24º Slam, para igualar Margaret Court como recordista, é valiosa.

Para completar, nomes como Victoria Azarenka e Garbiñe Muguruza, ex-números 1 e campeãs de Major, fizeram bom papel em Roma e podem chegar longe. Isso sem falar que, entre as mulheres, é comum um nome fora do radar avançar e até mesmo levantar a taça. Jelena Ostapenko, em 2017, fez isso em Roland Garros.

Brasileiros em ação

Em simples, a presença brasileira será, de novo, reduzida. Apenas Thiago Monteiro representa o país, estreando contra o georgiano Nikoloz Basilashvili. Thiago Wild, João Menezes e Gabriela Ce jogaram o quali, mas não conseguiram avançar à chave principal.

Sendo assim, mais uma vez a principal esperança reside nas duplas. Bruno Soares, ao lado do croata Mate Pavic, vem embalado pelo título no US Open. Marcelo Melo, campeão em 2015 com Ivan Dodig, jogará com seu parceiro habitual, o polonês Lukasz Kubot. Por fim, Marcelo Demoliner precisou voltar ao Brasil por conta de um problema familiar.

No feminino, Luisa Stefani será a representante brasileira. Ao lado de Hayley Carter, a paulista faz grande 2020 e chega a Roland Garros com a expectativa de uma boa campanha. Caso chegue longe na chave, ela pode estrear no top 30 do ranking.

As chaves do torneio de duplas ainda não foram divulgadas.

Transmissão

Depois de alguns anos de exclusividade na TV fechada, o Bandsports terá companhia desta vez. Além do canal do grupo Bandeirantes, o SporTV também tem os direitos de transmissão do torneio. Para completar, o aplicativo RG ao Vivo, que custa R$29,90 (parcela única), dá aos assinantes acesso a todas as quadras. Para quem gosta de assistir tudo, é uma boa pedida.

Confira a chave de simples masculina

Confira a chave de simples feminina

Gostou deste conteúdo? Nós estamos também nas redes sociais, com uma série de conteúdos para vocês!

Twitter: https://twitter.com/RaqueteNaMaoBR

Instagram: https://www.instagram.com/raquetenamao/

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCu_Z7-xQ0ZOJLWqC1E5tvzg

Spotify: https://open.spotify.com/show/6uk1J2DuAijFXfXPDYbR6T

Comentários (0)

Deixe um comentário