Mais uma temporada acabou: o diferente 2020 em cinco momentos

Mais uma temporada acabou: o diferente 2020 em cinco momentos
1 de dezembro de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

(Foto: Ella Ling/ATP Tour)

Acabou mais uma temporada do tênis. Pelo menos, nos circuitos principais da ATP e da WTA. Não é novidade que 2020 foi completamente atípico. A pandemia que atingiu o mundo inteiro também fez seu estrago no esporte. Os jogadores ficaram fora de ação entre março e agosto, o ranking precisou ser congelado, os torneios voltaram sem torcida, alguns sem juiz de linha, entre vários outros fatores que modificaram a modalidade.

Ainda assim, é possível fazer uma retrospectiva. Relembrando 5 fatos específicos, em ordem cronológica, vamos contar o que de melhor aconteceu em 2020 no tênis mundial.

1 – Nova competição, primeiro Slam e gira sul-americana

O começo de ano já foi com competição nova, e de sucesso. A ATP Cup movimentou a Austrália, antes do Australian Open, e pode ser considerada uma ótima experiência. Bons jogos, tenistas lutando por seus países, mas também por pontos no ranking. No fim, a Sérvia, liderada por Novak Djokovic, foi campeã, superando a Espanha, de Rafael Nadal, na final.

No AO, mais um troféu para Nole. No feminino, uma surpresa: a conquista de Sofia Kenin, jovem norte-americana.

Fevereiro é o mês da gira sul-americana. Tivemos mais uma edição do Rio Open, com título do chileno Cristian Garin, em simples, e Granollers/Zeballos nas duplas. Depois de duas décadas, o Brasil Open perdeu seu lugar no calendário. O torneio substituto, em Santiago, consagrou Thiago Wild, brasileiro mais jovem a levar título de ATP.

2 – Indian Wells cancelado: prenúncio de uma parada maior

No início de março, o mundo do tênis se preparava para os fortes torneios norte-americanos, em Indian Wells e Miami. Mas explodiu a pandemia, que começou a se expandir por todo o planeta. De surpresa, em uma noite de domingo, IW anunciou seu cancelamento. Dias depois, todo o circuito parou.

Inicialmente, eram seis semanas de paralisação. A situação foi piorando e, no fim, acabaram sendo cinco meses. Para evitar uma confusão maior, ATP e WTA congelaram seus rankings, mudando o formato, que só deve retornar ao normal ao longo de 2021, se o circuito retomar seu funcionamento natural.

3 – A volta com o “novo normal”

(Foto: US Open)

Aos poucos, alguns países conseguiram diminuir o número de casos. Depois de uma parada geral, algumas modalidades foram retornando, casos do futebol europeu, NBA, entre outros. O tênis entrou no mesmo ritmo e, a partir de agosto, os circuitos foram voltando, tanto na ATP, como na WTA e na ITF. Ainda assim, com restrições, com alguns tenistas sem saber quando poderiam viajar etc.

Dentro das quadras, o “novo normal” incluiu alguns torneios sem juízes de linha, jogadores cuidando das próprias toalhas, o aperto de mão ao fim dos jogos se tornou toque de raquetes e, em caso de teste positivo, jogador automaticamente eliminado do evento.

Os primeiros grandes eventos foram na bolha de Nova York, onde rolou um Masters 1000/Premier, transferido de Cincinnati para NY, além do US Open. Para apimentar mais o Slam norte-americano, a exclusão de Novak Djokovic, ao acertar uma juíza de linha, causou alvoroço.

Os campeões do Major acabaram sendo Dominic Thiem e Naomi Osaka. Nas duplas, conquista brasileira com Bruno Soares, ao lado do croata Mate Pavic. Entre as mulheres, taça para Siegemund/Zvonareva.

Destaque também para Naomi Osaka na luta antirracista durante a bolha de Nova York, homenageando pessoas mortas em atos racistas e sendo a voz mais ativa. Durante o Masters 1000/Premier, a disputa chegou a ser paralisada por um dia em forma de protesto, repetindo ato iniciado na NBA.

4 – Novo Roland Garros, velho campeão

A temporada foi avançando e a ATP conseguiu formar um calendário mais sólido, com eventos praticamente todas as semanas. A WTA, por outro lado, foi atrapalhada pelo impedimento de torneios na Ásia e acabou com uma lista curta de eventos.

Normalmente realizado em junho, Roland Garros conseguiu mudar sua data, diferentemente de Wimbledon, que acabou cancelando a edição 2020. O Slam francês foi para o início de outubro. Além das diferenças de clima e condições, o torneio também teve seu primeiro ano com teto na quadra central e iluminação artificial, permitindo que os jogos fossem até o período da noite.

Se fora das quadras, foram várias mudanças, dentro não teve jeito: novo título de Rafael Nadal, o 13º. Entre as mulheres, Iga Swiatek levou o troféu aos 19 anos. Nas duplas, Bruno Soares quase levou mais um, perdendo a final para os alemães Krawietz/Mies. Entre as mulheres, conquista de Babos/Mladenovic.

5 – Reta final: muito ATP, pouco WTA

Como dissemos acima, a ATP conseguiu montar um calendário completo nas semanas de outubro e novembro. A WTA, por sua vez, só teve dois eventos após RG: Ostrava e Linz. Curiosamente, Aryna Sabalenka levou ambos os troféus em simples.

Entre os homens, destaque para os russos Daniil Medvedev e Andrey Rublev. O primeiro foi o vencedor do Masters 1000 de Paris e do Finals, enquanto o segundo levou São Petersburgo e Viena, entrando no top 10 pela primeira vez.

Novak Djokovic se garantiu como número 1 do mundo até o fim do ano, seguido por Rafael Nadal e Dominic Thiem. Nas duplas, Soares e Pavic terminaram como melhor parceria da temporada.

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