Há 12 anos, Guga deixava as quadras; relembre 5 momentos marcantes do supercampeão

Há 12 anos, Guga deixava as quadras; relembre 5 momentos marcantes do supercampeão
28 de maio de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

(Foto: Divulgação/Roland Garros)

Na última segunda-feira, 25 de maio, completaram-se 12 anos da despedida de Gustavo Kuerten do circuito profissional. Em Roland Garros, provavelmente o maior palco de sua vida, o brasileiro perdeu para o francês Paul-Henri Mathieu. Mas o que menos importava ali era o resultado. Naquele dia, o mundo se rendia em homenagens ao grande campeão.

Para também homenagearmos a brilhante carreira do catarinense, que chegou ao topo do ranking e levantou 20 troféus de ATPs, tornando-se indiscutivelmente o maior nome do tênis masculino no país, relembraremos 5 grandes momentos de Guga nas quadras.

Para isso, consideraremos apenas fatos que vimos ao vivo. Nós, do Raquete Na Mão, nascemos em 1994. Ou seja, não temos lembranças do primeiro título em RG (1997), por exemplo. Confira abaixo quais os momentos escolhidos:

1 – Vitória sobre Agassi e liderança do ranking

Para começar, a primeira lembrança clara que temos ao vivo de Guga: a vitória sobre Andre Agassi, na final da Masters Cup em 2000, rendendo o título e a liderança do ranking mundial ao brasileiro.

Diante de um fortíssimo rival, que inclusive havia batido Kuerten na fase de grupos, o catarinense aplicou um triplo 6/4 para conquistar o troféu e o posto de número 1 do mundo. A sensação era de que ali tínhamos um héroi nacional e não teve como não se apaixonar de vez por tênis após aquele dia.

2 – Tri de Roland Garros

Como dissemos, não temos nenhuma lembrança de 1997. E, mesmo em 2000, não são tantas (o título da Masters Cup é a primeira imagem clara e real na memória sobre Guga). Mas, em 2001, já é diferente. A lembrança é completa, até da expectativa antes da final, como se o tempo não passasse entre a semi e a decisão. Isso sem falar na vitória histórica sobre o norte-americano Michael Russell nas oitavas, quando o brasileiro perdeu os dois primeiros sets.

Na semi e na final, triunfos sobre espanhóis. Primeiro, 3 a 0 no jovem e futuro número 1 Juan Carlos Ferrero. Na decisão, 3 a 1 em Álex Corretja. Susto com a derrota no primeiro set, alívio com o apertado 7/5 no segundo e, depois disso, só tranquilidade e alegria, com o 6/2 6/0 marcados na terceira e quarta parciais, respectivamente.

3 – Títulos na Costa do Sauípe

Considerando que o começo do século é o momento em que passamos a acompanhar o circuito com mais atenção, a criação do Brasil Open, a partir de 2001, foi uma ótima notícia. Afinal, teria um torneio de peso no país. E, como não poderia ser diferente, as lembranças passam por Guga (e também por outros, como Meligeni – 2001 – e Bellucci – 2009 -, que atingiram a final e bateram na trave pelo título).

Em 2002, o jogo decisivo foi tenso, vencido de virada e decidido no tiebreak do terceiro set contra o argentino Guillermo Coria, sempre complicado de bater, principalmente no saibro. Dois anos depois, Guga precisou virar contra outro hermano, Agustin Calleri, para levar o bi. O que importa é que conquistou e, com o fim do Brasil Open, pelo menos como ATP, será o único tenista nacional a ter este troféu.

4 – Vitória sobre Roger Federer

(Foto: Divulgação/ITF)

Em 2004, Guga já começava a ter uma certa queda, causada pelos problemas no quadril. Tanto que, já mais perto do fim do ano, parou para realizar uma das cirurgias no local. Mas isso não impediu o brasileiro de dominar Roger Federer em Roland Garros.

Lembro de acordar cedo, em um fim de semana, e assistir este duelo, vencido por triplo 6/4. O suíço já era número 1 do mundo, e neste ano, ganhou todos os Slams, menos em Paris. Ou seja, Guga foi o único capaz de superar Federer em Majors naquele ano.

E esta foi, também, a última grande campanha de Kuerten em um Slam, além de terem sido suas vitórias derradeiras no saibro francês. Ele foi até as quartas de final, parando no argentino David Nalbandian, em equilibrado jogo de quatro sets. Depois disso, o brasileiro só ganhou mais uma partida de Slam, na primeira rodada do US Open em 2005.

5 – Despedida

Já sem as condições físicas ideais, Guga resolveu se aposentar em 2008, aos 31 anos. Antes de parar, disputou uma série de eventos. Sem ranking para entrar direto, conseguiu alguns convites em torneios marcantes, incluindo Roland Garros.

Mas um jogo marcou muito para nós: a vitória sobre o colombiano Carlos Salamanca no Challenger de Florianópolis. Não pelo resultado em si, mas pela entrevista pós-jogo. Com a simpatia típica, ele admitiu que não esperava vencer jogo nesta sequência final, já longe das melhores condições. Aquela forma de levar a situação, mesmo com todo o sofrimento pelas lesões e a proximidade do fim da carreira, marcaram bastante.

Na sequência, ele caiu para o também brasileiro Franco Ferreiro na segunda rodada. No fim, o campeão do evento foi Thomaz Bellucci, à época com apenas 20 anos. Fato é que a última vitória de Guga aconteceu em dos primeiros torneios vencidos pelo melhor nome do país após o catarinense.

Estas são as 5 maiores memórias que o Raquete Na Mão tem de Guga. Sem pesquisa, só pensando nos fatos que vêm rapidamente à mente. A carreira do maior tenista masculino do país tem muito mais e só temos a agradecer, porque se não fosse por ele, talvez nem estivéssemos aqui.

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