Guia Australian Open 2021: o que o primeiro Slam do ano nos reserva?

Guia Australian Open 2021: o que o primeiro Slam do ano nos reserva?
7 de fevereiro de 2021 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

(Foto: Divulgação/Australian Open)

Depois de muita discussão sobre data, viabilidade, quarentena e tudo mais, o Australian Open vai começar. A partir da noite deste domingo (no Brasil), serão duas semanas de jogos, histórias, possíveis recordes, surpresas etc.

Quer saber quem são os favoritos? O caminho dos brasileiros? Acompanhe este guia e saiba tudo que vai rolar nas quadras de Melbourne nos próximos dias.

Simples masculino: Djokovic (ainda) favorito

(Foto: Divulgação/Twitter Australian Open)

Começando pela chave masculina de simples, ainda é possível colocar Novak Djokovic como favorito. Maior campeão do torneio, o sérvio criou em Melbourne quase que uma aura de imbatível. Talvez não no nível Nadal-Roland Garros, mas oito títulos falam por si só.

A chave não foi exatamente a mais fácil. Nole estreia contra o experiente francês Jeremy Chardy e depois enfrenta Frances Tiafoe ou Stefano Travaglia. Favorito claro? Óbvio, mas as rodadas iniciais de Slam podem ser mais tranquilas do que isso. Mas é a sequência a partir das oitavas que pode incomodar mais. Djokovic pode ter Stan Wawrinka ou Milos Raonic nas oitavas; Alexander Zverev nas quartas e Dominic Thiem na semi. Vai precisar suar.

Do outro lado, o cabeça de chave 2, Rafael Nadal, pode ficar mais satisfeito com a chave. Enfrenta Laslo Djere na primeira, tem Daniel Evans como possível primeiro cabeça de chave no caminho, Fabio Fognini nas oitavas (se o italiano chegar). A partir das quartas, aí pode vir pedreira, com Stefanos Tsitsipas e Daniil Medvedev. A questão para o espanhol é, de novo, o físico. Ele sofreu com problema nas costas que o fez perder jogos da ATP Cup e admitiu em entrevista que não está 100%.

O favoritismo de Djokovic, apesar da chave, existe. Mas há possibilidades de jogos duros no caminho. É bom ficar de olho em Dominic Thiem, vice em 2020 e que quebrou a barreira dos títulos de Slam no US Open, o que pode deixá-lo mais leve. Medvedev também parece cada vez mais pronto. Os demais, como Tsitsipas e Zverev, ainda não estão no ponto para levar um Major, mas o esporte sempre surpreende. Qualquer campeão que saia deste grupo será uma zebra.

O brasileiro na disputa será Thiago Monteiro. Vindo de bela campanha no torneio preparatório em Melbourne, chegando à semifinal, o número 1 do país tem estreia bem acessível contra o eslovaco Andrej Martin, sendo até favorito. A segunda rodada, provavelmente contra o top 10 Andrey Rublev, deve ser o limite. Mas o importante é jogar bem e manter o bom momento.

Simples feminino: de novo, chave tem várias candidatas

(Foto: Divulgação/Twitter Australian Open)

Chega mais um Slam e, de novo, é possível dizer que a chave feminina é aberta. Como vem acontecendo nos últimos anos, várias jogadoras aparecem com chances, mas nenhuma como clara favorita. Segue a busca de Serena Williams pela 24º Major, a luta de Karolina Pliskova e Elina Svitolina pelo troféu inédito, e muito mais.

Um dos destaques da chave é a volta de Bianca Andreescu, que não joga desde 2019. A ainda jovem canadense, vencedora do US Open, é sempre uma forte candidata quando entra em quadra saudável. Além dela, não dá para esquecer da atual campeã Sofia Kenin, da sempre potente em Slams Naomi Osaka, da experiente Simona Halep e da número 1 do mundo, Ashleigh Barty.

Outras campeãs de Slam, como Garbiñe Muguruza e Victoria Azarenka, também precisam ser consideradas, até pelo bom nível recente. Angelique Kerber não vive a melhor fase, mas já levou o título em Melbourne e tem experiência. Aryna Sabalenka conquistou 15 vitórias seguidas entre o fim de 2020 e início de 2021. Precisa quebrar a escrita de não avançar tanto em Slams (nunca chegou às quartas em nenhum deles).

E, para completar, o circuito feminino vem sendo capaz de produzir grandes surpresas. Aquele nome que ninguém aposta e, de repente, chega. O título de Iga Swiatek em Roland Garros 2020 é um bom exemplo. Ou seja, por mais que possamos falar em Osaka, Serena, Andreescu e as outras citadas, o fato é que, muito mais do que no masculino, é possível que um nome pouco falado chegue longe e tente beliscar o troféu.

Duplas: esperança do Brasil

Mais uma vez, nas duplas residem as maiores chances de sucesso para o Brasil. A parceria retomada entre Bruno Soares e o britânico Jamie Murray começou bem, com título em evento preparatório em Melbourne. Campeã do AO em 2016, a dupla chega como uma das mais fortes na disputa.

Marcelo Melo, ao lado do romeno Horia Tecau no primeiro Slam do ano, pode sentir a falta de entrosamento. Lembrando que os dois não serão uma dupla fixa ao longo do ano. O parceiro “oficial” do mineiro será o holandês Jean-Julien Rojer, que optou por não ir à Austrália para acompanhar o nascimento do filho.

Marcelo Demoliner, que agora jogará ao lado do mexicano Santiago González, ainda busca a grande campanha, ou a parceria certa, que o mude de patamar no circuito. Entre os três principais duplistas nacionais, Soares parece chegar como principal candidato. Lembrando que Thiago Monteiro formará parceria pontual com o australiano John Millman e também joga o evento de duplas. Mas, neste caso, o que vier é lucro, o foco de ambos é em simples.

E, nas duplas femininas, expectativa por mais uma boa campanha de Luisa Stefani. Ela e a norte-americana Hayley Carter, uma das parcerias em maior ascensão no circuito, são as cabeças de chave 12. As duas começaram o ano fazendo final no WTA 500 de Abu Dhabi e, embora não tenham brilhado no torneio pré-AO, chegam sob certa expectativa.

O fato é que, depois de discussão, adiamento, quarentena e muito mais, teremos o primeiro Slam do ano! As chaves completas estão aqui.

O torneio tem transmissão dos canais ESPN na TV. ESPN e ESPN2 passarão os jogos. Além disso, o canal oferecerá sinal de todas as quadras em seu site e/ou aplicativo.

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