Final histórica de Wimbledon completa 1 ano; foi a última chance de Federer em Slams?

Final histórica de Wimbledon completa 1 ano; foi a última chance de Federer em Slams?
14 de julho de 2020 Raquete na Mão
Em Vamos Falar de Tênis

 (Foto: Simon Bruty/AELTC)

Há exato 1 ano, em 14 de julho de 2019, aconteceu uma das finais mais marcantes de Wimbledon. Novak Djokovic superou Roger Federer em cinco sets, garantindo seu quinto título na grama sagrada. Mas o destaque mais lembrado daquela partida é o famoso game em que o suíço teve 40/15, com dois match points, para matar o jogo e se sagrar campeão mais uma vez em Londres.

Até hoje, os fãs de Federer lamentam a chance perdida. O jogo estava na mão, a torcida já comemorava. Tudo encaminhado para o 21º Slam do Maestro, representação máxima do tênis elegante que se preza no All England Club. E aí venho o banho de água fria, com o sérvio salvando os match poins, devolvendo a quebra e voltando ao jogo, que fecharia depois no tiebreak do quinto set.

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Além, é claro, da dor por ter a conquista na mão, acredito que outros fatores também pesam para que essa derrota machuque tanto os fãs de Roger, provavelmente até mais do que o revés para Rafael Nadal em 2008, no épico duelo, também decidido em cinco sets e tratado como maior jogo da história por muitos. Por exemplo, o seguinte questionamento, que parece cada vez mais pender para o lado do sim: teria sido esta a última chance de Federer levantar um Slam?

Obviamente, é difícil cravar qualquer coisa. Muita gente já imaginou que ele não ganharia mais Majors após ficar temporadas seguidas na seca. Vale lembrar que o suíço ganhou Wimbledon 2012 e, depois, foi vencer apenas o Australian Open em 2017. Neste meio, teve o complicado ano de 2013, que para muitos era o começo do declínio, e a operação no joelho em 2016. Bom, ele voltou e, além do troféu em Melbourne em 2017 e 2018, levantou a taça na grama sagrada, também em 2017.

Mas, no fundo, acho que todos sabemos que é agora é diferente. Federer vai fazer 39 anos (nesta faixa de idade, cada ano faz muita diferença), já disse em entrevista recente que a aposentadoria está chegando perto e não se sabe qual será a sua condição no retorno, após um 2020 praticamente parado, já que atuou apenas no Australian Open.

E, pensando em cada Slam, as coisas também pesam contra. Em Melbourne, o domínio de Djokovic é impressionante e fica difícil imaginar Roger conquistando o troféu por lá novamente. Em Roland Garros, nem se fala. No US Open, ele não ganha desde 2009 e vem acumulando derrotas estranhas nos últimos anos, como os reveses para Millman e Dimitrov nas temporadas recentes. Resta Wimbledon, onde o jogo encaixa perfeitamente, as partidas são mais rápidas (algo essencial para alguém que terá quase 40 anos na próxima edição) e Federer se sente muito à vontade.

Mas ainda assim, não consigo colocar ele, aos quase 40, em fase final de carreira, como um dos favoritos. Obviamente, isso é conversa para daqui 1 ano, quando chegar a edição de 2021 do torneio. Mas para não fugir da pergunta, acho que a derrota de 2019 dói mais porque parece, de fato, ter sido a última chance. A ver, e torcendo para que, acima de tudo, o dono de 20 Majors volte competitivo, saudável e feliz em quadra. Se o 21º vai vir ou não, pouco importa em relação ao tamanho de Federer na história.

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